Tinha de acabar, Marisa sabia-o, mas há cinco anos que perdera a audacia de o fazer!
Sentou-se no sofá e repousou as pernas na pequena mesa de vidro, com o livro " o despertar de uma nova mulher" em cima, fez um zapping na televisão mas sem prestar grande atenção. As lágrimas corriam-lhe pela cara e o corpo tremia de ansiedade e nervosismo. Tinha-se tornado uma pessoa fria, talvez à uns poucos anos atrás tivesse rodeada de amigos a darem-lhe força para terminar esta relação que todos os dias a matava mais um bocadinho. Mas agora, agora encontrava-se sózinha e sem coragem para ligar a quem quer que fosse para pedir ajuda, ela tinha criado esta situação tinha de sair dela com a sua própria força se é que ainda restasse alguma coisa nela.
O telemóvel tocou e Marisa estremeceu, evitou olhar para o ecrã mas o toque irritante insistia.
- Sim?
- Temos de falar, temos de falar e é já! Não vales nada, como ousas voltar-me as costas dessa maneira? Quem pensas que és? Vais-me abrir a porta quando eu ai passar e não imagines não abrir sua vádia.
- António... falamos amanhã! - soluçou ela desesperada
- Tens três minutos. - e desligou.
Arghhhh sem mais imaginação
Boa! Vai em frente!
ResponderEliminarQuem porfia,mata caça,nem que seja um pardal é um principio.
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